Recado aos pais sobre a importância do filtro solar infantil

A maior parte das crianças e dos adolescentes não usa filtro solar regularmente e não são poucos os registros de queimaduras em decorrência do excesso de exposição desprotegida. Segundo pesquisa publicada no periódico Pediatrics, metade de um grupo avaliado afirmou usar filtro solar quando em atividades externas por períodos prolongados. Três anos mais tarde, o resultado foi ainda pior: do mesmo grupo, apenas 25% ainda faziam uso do produto. Em ambas as avaliações, a maioria reportou ter vivido pelo menos um quadro de queimadura solar no ano anterior.

O estudo mostra que temos um longo caminho a percorrer no que diz respeito à proteção infantil em relação à radiação UV. Para um dos autores da pesquisa, Dr. Stephen Dusza, do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (USA), com o aumento da incidência de melanoma, o uso do protetor solar nas idades mais precoces tornou-se importante fator de prevenção da doença na vida adulta. Uma metanálise, que considerou 51 estudos, mostrou que a exposição solar durante a infância quase dobra o risco para esse tipo letal de câncer de pele.

Outro fator que preocupa é o adequado uso do produto. Ocorre que, ao aplicar o filtro solar, a maioria não segue a recomendação do rótulo – em termos de quantidade e reaplicação. Em janeiro de 2012, o periódico Archives of Dermatology, trouxe importante estudo sobre o tema.

A pesquisa realizada com crianças evidenciou que o tipo de embalagem é fundamental para o uso da quantidade adequada, sendo que o dispensador “pump” mostrou-se mais eficiente e o roll on menos. De toda forma, a quantidade aplicada não foi suficiente. Além disso, crianças entre 5 e 12 anos aplicaram quantidade inferior às mais novas. Pesquisadores sugerem que os pequenos receberam apoio de adultos. No que tange aos adolescentes, a adesão é bem menor. Os jovens tem a tendência de se julgarem fora de riscos.

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