VERVE: FRIDA KAHLO

Frida Kahlo [1907-1954] cultivou um diário por dez anos, de 1944 a 1954. Sem censura, as páginas são preenchidas — fielmente — com desabafos, manuscritos de poesia, sua luta política, seu processo criativo e até o amor pelo marido (o muralista Diego Rivera).

Frida sofria com as sequelas de um acidente de trânsito, as traições de Diego e a incapacidade de ter filhos. Tentou o suicídio por diversas vezes. Seu diário aborda justamente essa fase atormentada de sua vida.

Tudo isso para falar, que aqui no Brasil, O diário de Frida Kahlo: um autoretrato íntimo [R$ 99, 280 páginas, editora José Olympio] acaba de ganhar uma edição especial, agora com capa dura, novo tratamento editorial e introdução de Frederico Morais.

Aproveitando o gancho, pela primeira vez os vestidos pessoais de Frida Kahlo ganham uma exposição. Com patrocínio da Vogue mexicana, a mostra Appearances Can be Deceiving: The Dresses of Frida Kahlo celebra o estilo bohemian e vibrante dessa que é uma das maiores artistas do mundo.

O surrealismo de Kahlo inspira constantemente o universo da moda. A intenção da mostra é justamente exaltar esses traços. Alexander McQueen e Gwen Stefani são apenas alguns exemplos.

No acervo da exposição, 300 itens do guarda-roupa de Frida, incluindo vestidos (claro), corsets, fitas e xales…

A exposição está em cartaz no Museo Frida Kahlo na Cidade do México até dia 22 de novembro de 2013.

APPEARANCES CAN BE DECEIVING: THE DRESSES OF FRIDA KAHLO |

Em tempo, a exposição “ELLES@ – Mulheres Artistas na Coleção do Centro Georges Pompidou“, de Paris, está confirmada para o Brasil, com 125 obras produzidas por mulheres entre 1909 e 2007. A mostra entra em cartaz em abril, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de janeiro e depois segue para Brasília. Além de Frida Kahlo, o acervo da exposição tem trabalhos de Louise Bourgeois, Valérie Belin, Suzanne Valadon e das brasileiras Lygia Clark e Lygia Pape. Fica a dica.

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