“USAR OU NÃO USAR O INSTAGRAM, EIS A QUESTÃO”

O Instagram é um daqueles apps que mudaram a maneira de se relacionar. Com ponto de vista da moda: desfile bom é desfile altamente compartilhado pela rede social de imagens. O mesmo vale para festas e eventos sociais da vida real. Não foi compartilhado, inexiste, não causa desejo.

Ontem (17), os Termos de Uso do Instagram sofreram alterações que permitem que o app use nossas imagens e identidade em publicidade sem compensação. Essa publicidade pode vir disfarçada e você pode não se dar conta, sim.

Caso o usuário não concorde com as novas regras, deve sair completamente do Instagram (deletar sua conta) até o dia 16 de janeiro de 2013. Ou estará submetido ao seguinte termo:

“Alguns ou todos os serviço podem ser suportados por receitas de publicidade. Para nos ajudar a oferecer conteúdo pago ou patrocinado interessante ou promoções, você concorda que uma empresa ou outra entidade pode nos pagar para exibir o seu nome, imagem, fotos (junto com qualquer associado), e / ou ações que você toma, em conexão com conteúdo pago ou patrocinado ou promoções, sem qualquer compensação para você. Se você está sob a idade de dezoito (18), ou sob qualquer outra idade aplicável da maioria, você declara que pelo menos um de seus pais ou responsáveis legais também concordou com esta disposição (e do uso de seu nome, imagem, nome de usuário e / ou fotos (juntamente com todos os metadados associados) em seu nome. “

O contra argumento do Instagram é de que precisa gerar receita com o seu serviço gratuito. Ok, compreensível. Apenas a manutenção do servidor que aloca quase 5 bilhões de fotografias deve ter um preço bem salgado (Ok, parei com as nerdices).

Acontece que o Facebook, que é proprietário do Instagram, já faz algo parecido usando dados de seus usuários para exibir conteúdo patrocinado em suas timelines, respectivamente. Nesse caso, qualquer propriedade intelectual submetida é automaticamente licenciada para o Facebook, sem custo nenhum.

Em uma coisa o Facebook alivia. Não existem direitos sobre as fotos e informações a partir do momento em que são deletados por seus usuários. O Instagram não se mostra claro se o mesmo, ou seja, você pode estar cedendo, perpetuamente, seus direito sobre a comercialização de suas fotos.

A mudança deixou muita gente furiosa. Tuites e instagram’s com a #sellthiszuckerberg estão se propagando na rede. O desfecho dessa história vem em seguida… Mas fica a pergunta: “Tudo não seria mais fácil se cobrassem pelo uso do app?”. Considerando que a maioria dos usuários são jovens habituados com e-commerce e que a popularidade do aplicativo de comunicação Whatsapp só cresce, mesmo sendo cobrado para usuários da Apple, acredito que seria um caminho mais suave e vantajoso para todas as partes.

Seu prazo é dia 16 de janeiro, lembre-se.

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