ACNE, EU?

Adolescentes que sofrem de acne são usualmente consolados pela ideia de que com o início da vida adulta o problema desaparecerá. Contudo, nos últimos anos cresceu consideravelmente o número de mulheres entre 25 e 35 anos com quadros esporádicos de espinhas. E mais: uma em cada cinco é acometida de maneira complexa, mesmo que não tenha tido o problema na adolescência.

Uma das razões é o estresse ao qual as mulheres estão submetidas. Sabe-se que o estresse faz com que as glândulas adrenais liberem hormônios masculinos, o que aumenta a oleosidade da pele. Ou seja: levar uma vida profissional similar à vivida pelo companheiro, agregando ainda responsabilidades domésticas e familiares, é uma decisão que pode ser sentida na pele.

Imagem do editorial ‘Her Brilliant Career’ com Karlie Kloss fotografada
por David Sims para Vogue US de setembro (2012)

A acne na fase adulta é diferente daquela que ocorre na adolescência. Enquanto as meninas tendem a apresentar espinhas na zona T – testa, nariz e queixo, adultas apresentam cistos profundos, difíceis de tratar. Há também uma sazonalidade: 85% das mulheres registram a ocorrência antes e durante o período menstrual. Dois estudos apontam, ainda, a associação ao tabaco – acredita-se que a nicotina aumente a oleosidade e bloqueie o suprimento de vitamina E, essencial à reparação da pele.

Cena do filme O Diário de Bridget Jones (2001)

É fundamental ao dermatologista compreender o contexto da mulher contemporânea, atuando sobre os problema de pele e orientando a adoção de um estilo de vida que privilegie o controle dos níveis de estresse.

Imagens©Reprodução

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