Sem afetação econômica, Hermès anuncia crescimento global (e chinês)

Sabia que os homens são maioria entre o público que consome Hermès na China? De acordo com Patrick Thomas, ceo da empresa francesa, o aumento em vendas é de 28% durante o primeiro semestre deste ano e deve continuar crescendo.

Uma outra curiosidade é que a demanda não está em artigos de couro, mas sim em acessórios e roupas de ready to wear – tanto da coleção feminina como da masculina.

Desfile Hermès de Primavera 2012

O dado é importante porque o mercado chinês demonstra os primeiros sinais de desaceleração de consumo no mercado de luxo. E mesmo assim, a Hemès planeja abrir novas lojas no país durante os próximos anos e expandir (em espaço) suas lojas pelo mundo. Atualmente, são 20 pontos de venda da grife francesa na China.

“Os melhores presentes vem em uma caixa laranja”

A Hermès é especialista em vender sonhos e seus produtos representam o que existe de melhor no mundo do luxo. A história dessa grife começa em 1837 quando Thierry Hermès abriu uma oficina em Paris onde vendia acessórios em couro como baús para carruagens, selas, rédeas, estribos, botas e luvas. De lá para cá, a família Hermès aprimora a empresa que ficou conhecida por três produtos: lenços de seda com motivos equestres e as bolsas ‘Kelly‘, em forma de trapézio, e ‘Birkin‘, desenvolvida especialmente para Jane Birkin – gerando a famosa fila de espera.

Bolsa Birkin

O luxo vendido pela Hermès não sente reflexo de nenhuma das recentes crises financeiras, começando pela de 2008. Ainda hoje, seus produtos exclusivos respeitam o mesmo padrão de qualidade, uma tradição de mais de 165 anos. O trabalho artesanal e o valor agregado de cada peça tornam Hermès icônica.

Lenço “C’est la fete”

Nos planos atuais Hermès? Aumentar em 10% a capacidade de suas fábricas para atender a demanda de bolsas (listas de espera), além de ampliar em 40%, no período de 2 anos, seu processo de tingimento em seda (lenços).

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