Novos caminhos: entenda a próxima revolução do consumo de moda

Lá no começo dos tempos, a roupa era usada para cobrir e proteger o corpo. Mudanças climáticas eram a maior preocupação do homem.

E foi só após o Renascimento que surgiu a preocupação com o corte e qualidade do tecido. Era a época em que as pessoas queriam valorizar as formas do corpo e adorná-lo com riqueza. Vestir-se bem era para que tivesse muito (muito) dinheiro.

Pintura de Anthony van Dyck. Na imagem, Sir John Stuart e o irmão Lord Bernard Stuart (1638)

Atualmente, tudo isso mudou. Com o boom do fast-fashion e da globalização, entre outros, uma família média européia gasta menos de 6% do seu salário total em roupas. Nos Estados Unidos é menor ainda: 2,98%.

O barateamento acontece desde o acordo Multi Fibre Arrangement (MFA) de 1974, que permite que roupas produzidas em países de baixo custo sejam importadas de volta para nações consumistas/consumidoras.

A matemática é simples. Produto barato = menos tempo de produção+imperfeições no acabamento.

A rede de fast-fashion H&M tem lojas em 42 países e emprega milhares de pessoas

Os salários também mudaram. As pessoas estão mais instruídas e, consequentemente, mais exigentes. Estilistas brasileiros, por exemplo, reclamam constantemente da falta de costureiras.

A mão de obra encareceu, junto com a qualidade de vida e impostos (no caso do Brasil). O aumento de custo da matéria-prima e a escassez de água também entram no caldeirão.

Quer mais evidências? Fabricantes chineses e paquistaneses estão produzindo em países como Filipinas e Bangladesh, para manter o tal baixo custo. Ou seja, o aumento do preço final dos produtos é iminente. E isso se aplica ao fast-fashion, ao prêt-à-porter e ao mercado de luxo.

Fábrica chinesa

É bonito de ver! Visualizo uma nova revolução na maneira como consumimos moda. Porque além do crescimento dos custos de produção, a sociedade cobra, cada vez mais, das empresas de moda e de marca – que devem  se mostrar sustentáveis, reduzindo impactos ambientais.

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