Legendária artista Yayoi Kusama comemora parceria com Louis Vuitton e exposição em NY

As mãos da artista Yayoi Kusama construíram um legado no espaço de tempo que equivale aos seus 83 anos de vida. Sua arte conceitual influenciou Andy Warhol e Claes Oldenburg, durante sua estadia de quinze anos nos Estados Unidos.

Kusama em seu estúdio de Nova York (1961) e Self-Obliteration by Dots (1968)


Yayoi Kusama e Marc Jacobs se conheceram em 2006. A artista mostrou ao designer uma bolsa Ellipse Louis Vuitton cheia de seus Polka Dots. Foi assim que nasceu a parceria que virou roupas e acessórios

Narcissus Garden, instalação em Veneza (1966)

A parceria com a Louis Vuitton e uma nova retrospectiva no Whitney Museum (de 12 julho a 30 de setembro) nos dá a oportunidade de falar dessa artista que usa poesia até para nomear suas obras: ‘Song of Waves’, ‘Look at the Gathering of Women in Search of Love’…

Os mais de 60 anos de carreira dessa japonesa são retratados com pop art, art brut, minimalismo, feminismo, surrealismo e expressionismo.

Auto-retratos em tinta de 1967

Plânctons, algas, pontos e a estranheza das redes e hieróglifos são as formas de escolha. A arte de Kazuma é autobiográfica e eclética – com poemas, esculturas, pinturas, filmes e instalações ambientais.

A exposição do Whitney Museum (NY) é uma parceria com o Tate Modern de Londres

Kusama é inspirada a todo momento. Escolheu morar em um hospital psiquiátrico há 12 anos por sofrer de ansiedade grave desde sua infância.

E ela não tem problema algum em falar sobre o assunto. “Escolhi viver em um hospital porque tenho uma doença. É difícil pra mim estar sozinha e me sinto calma por estar cercada por pessoas”, disse Yayoi ao WWD.

Yayoi quando criança em 1939 com um buquê de zinias

Tudo foi pensado. Seu estúdio, por exemplo, fica próximo ao hospital. Por isso é comum Yayoi pedir telas em branco quando sente vontade de pintar. E não é exagero. Durante os últimos 2 anos Kusama produziu mais de 100 trabalhos.

Os sintomas de Kazuma se aproximam da Síndrome de Asperger, que é parecida com o autismo. A diferença é que na SA não há perda cognitiva (de conhecimento) grave.

Yayoi Kusama, Infinity Room (2011)

Em doze anos, este é o primeiro período em que a artista autodidata sai do Japão. Em sua autobiografia, ela escreve sobre sua , fragilidade mental, obsessões e ataques de ansiedade. Segundo a própria Kazuma, sua arte é usada para “consertar” uma série de estragos que a perseguem desde sua infância no Japão rural.

Infinity Net: The Autobiography of Yayoi Kusama, lançado em janeiro de 2012

Nos anos 60, Yayoi organizava happenings-orgia em protesto a Guerra do Vietnã. Segundo a artista, “o corpo humano é muito bonito para morrer em uma guerra”. Em 1969, ela recrutou um grupo de pessoas (nuas) para um protesto em frente ao MoMa, fato que considera como sua primeira participação no museu.

Pintura corporal para o filme ‘Self-Obliteration’

Protestos-orgia

Happening no Central Park, NYC

Os trabalhos de Yayoi conseguem conquistar todas as gerações e ultrapassam barreiras culturais. A moda é apenas mais uma extensão de sua arte.\

A recente coleção de outono-inverno 2012/13 da Comme des Garçons homenageou Yayoi Kusama

Quer um pouco desse universo em uma peça Louis Vuitton? O lançamento mundial da coleção “Infinitely Kusama” aconteceu na terça-feira (10). Em Brasília (Iguatemi) chegou a linha de acessórios, pois as roupas de prêt-à-porter no Brasil são vendidas com exclusividade na loja do shopping Cidade Jardim (SP). Ainda dá tempo de garantir sua peça!

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