Vamos aprender a copiar com Franca Sozzani? Entenda

Esta semana li um artigo sobre como a editora da Vogue Itália Franca Sozzani criou uma solução para apoiar a economia africana. E de uma maneira maravilhosa: não dando o peixe, mas ensinando a pescar.

A ação irá capacitar artesãos e manufatura africana. Os designers Roberto Cavalli, Donatella Versace, Ilaria Fendi e Alberta Ferretti concordaram em produzir alguns de seus produtos na África. E esta é apenas uma das várias iniciativas do programa.

Nicolas Sarkozy oficializou o título de Chevalier da Legion d’honneur 

Franca é a primeira embaixadora da boa vontade da Fashion 4 Development, campanha criada há dois anos pelas Nações Unidas com iniciativas que visam o desenvolvimento econômico sustentável em países que sofrem com a pobreza e a fome.

Não foi nenhum acidente que a edição da L’Uomo Vogue de maio/junho homenageou
a África e teve o secretário geral da ONU Ban Ki-moon na capa

Ficou difícil não comparar esses fatos com a realidade brasileira. Durante a SPFW de Verão 2013, estilistas brasileiros organizaram um manifesto com um pedido: conversar com a presidenta Dilma Rousseff. E vamos combinar? É um pedido com o peso de que a moda é a segunda indústria que mais emprega no país.

Manifesto organizado por Paulo Borges em parceria com estilistas
e profissionais da moda, no dia 16 de junho, durante a SPFW

Tudo bem que o Brasil está caminhando. E tudo bem que nossa cultura de moda é uma coisa recente se comparada aos franceses e italianos. Mas abrir as primeiras portas para um diálogo estaria em um timing perfeito. Afinal de contas, temos a primeira mulher presidente.

O Fashion 4 Development registra a primeira vez que a moda e as Nações Unidas juntam forças. Está é uma ação que torcemos para ser copiada no Brasil. Levando-se em conta os respectivos pesos e medidas.

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