Funcionários Hermès são acusados de formação de quadrilha

Os produtos da marca francesa Hermès são símbolo do que existe de melhor em artigos
de luxo. A história
 da marca começou em 1837, quando Thierry Hermès abriu sua primeira
oficina em Paris para
 vender acessórios em couro – selas, rédias, estribos,
baús para carruagem, entre outros

A polícia francesa apreendeu 12 pessoas sob acusação de falsificação e comercialização de bolsas Hermés na região de Paris e Lyon.

A quadrilha é acusada de faturar algo em torno de 18 milhões de euros somente com vendas realizadas nas ruas de Paris. Segundo a polícia, os acusados são funcionários da própria Hermès que participam dos processos de produção, distribuição e até vendas para o consumidor final.

As bolsas Birkin  e Kelly são dois dos modelos mais cobiçados do mundo. Para ter uma dessas
bolsas em mãos, é preciso enfrentar uma lista de espera (dois anos)
e desembolsar cerca de 20 mil reais

Para os investigadores, as bolsas apreendidas desses ateliês clandestinos tem excelente qualidade de material. Vale ressaltar que os falsificadores vendiam as cópias pelo mesmo valor de uma bolsa original Hermès.

Além de 22 contas bancárias em Hong Kong e três em Chipre, outras dezenas de milhões de euros em vendas foram confiscados.

A investigação teve início em 2011 e teve acesso às informações do sistema de monitoramento interno da maison francesa. O atual ceo da Hermès, Patrick Thomas, estima que 80% dos produtos da marca vendidos pela internet tem origem duvidosa, que segundo ele é “uma desgraça absoluta”.

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